Como combater a desmotivação nas empresas

Como combater a desmotivação nas empresas

Quando falamos em desmotivação é importante ter clareza em uma coisa: o ser humano é por si só auto-motivado. Existe uma condição psíquica de querer sempre estar bem, buscando o prazer e a satisfação, que alguns, por vezes, confundem erroneamente com a tal zona de conforto.

Por outro lado, o ser humano tende a evitar a dor e o sofrimento, que podemos nominar aqui de angústia. Acontece que a inconsciência de si, leva o indivíduo a projetar suas angústias em pessoas e situações externas, justificando seu desprazer e suas frustrações.

Aí está um dos grandes senões da desmotivação, ou a perda de motivos que levem a ação.

Quando tratamos de ambientes corporativos, é muito comum encontrar profissionais “desmotivados”, entediados e descomprometidos com os resultados ou com os processos.

É comum acreditar que esse funcionário está desmotivado porque se encontra em um trabalho, emprego, cargo ou projeto que não sente ligação ou identificação, ou até mesmo fora de sua área de expertise, apenas executando tarefas e desempenhando papéis para manter sua sobrevivência, ganhar dinheiro, pagar contas, comprar comida, percebendo uma falta de opção.

Outras vezes é comum acreditar que essa falta de motivação se deve ao grande “sofrimento” que alguns profissionais passam quanto as condições inadequadas ou sofríveis que as empresas oferecem, ou pelas atitudes de seus superiores hierárquicos ou até mesmo pelo clima altamente competitivo e desumano que a organização cultiva.

De maneira geral procuramos sempre uma justificativa para compreender essa tal desmotivação.

Acontece que ela ocorre basicamente porque existe uma sensível falta de compreensão e ajuste na comunicação entre as pessoas e seus interesses.

Confira a seguir algumas dicas para manter a motivação de sua equipe em alta:

  • Ser transparente com os funcionários a respeito das perspectivas de crescimento dentro da empresa. Seja horizontal, com promoções e ampliação de responsabilidades. Ou seja, a verticalidade, com ampliação de competências e conhecimentos, é algo muito importante para que a equipe preze pelo bom trabalho, pela eficiência e pelo cumprimento de prazos.

Esse é o fator número um em desmotivação quando avaliamos o clima organizacional de uma empresa. Se o profissional não percebe, enxerga ou projeta a possibilidade de ganho pessoal, seja pela efetivação de construir uma carreira sólida ou pela ausência de desenvolvimento pessoal, esse profissional tende a se descomprometer com os assuntos da organização e com as metas a serem atingidas.

Isso não só prejudica a empresa, mas a equipe também, já que esse cenário é perfeito para o desdém, omissões e até mesmo sabotagem. A questão é que a maioria das empresas oferece um plano de carreira, porém não torna isso claro ao colaborador. A transparência gera a evolução.

 

  • Oferecer retornos regulares para a equipe, o que chamamos de “alinhamentos”, e, individualmente, o que chamamos de “feedbacks”. Esses são pontos cruciais para manter o pessoal em “up”.

 

Sem o retorno, o profissional não tem parâmetro de como anda seu trabalho, e pode ficar na dúvida quanto ao que precisa manter e o que precisa melhorar. Dar retornos regulares, portanto, guia o funcionário e a equipe na otimização de seu potencial, fazendo-os sentirem parte importante do negócio.

 

  • Estabelecer e tornar claro um objetivo comum a todos é uma atitude saudável que une as pessoas em torno de um propósito e pode ser mensurado por metas específicas.

Isso contribui para o fortalecimento do espírito de equipe, que tende a focar no coletivo e evitar possíveis conflitos que se desenvolveriam se o espírito fosse de “cada um por si”.

Focados e com metas atingíveis e claras para todos, isso não só aumenta a produtividade, mas também garante relações íntegras que impactam nos resultados.

  • Investir em capacitação e treinamentos que estejam alinhados ao contexto das necessidades da organização e tenham continuidade e qualidade é outro fator decisivo para manter a motivação das pessoas e das equipes.

Muitas empresas acreditam que apenas contratar palestras, workshops e treinamentos, principalmente os shows, são suficientes para mobilizar o grupo e motivar. Claro que isso ocorre e dura até uns dias.

Porém, a construção de um plano estruturado, que tenha amarração entre as necessidades e a realidade da empresa, nas diversas áreas de trabalho, integrando todos os níveis hierárquicos, são fatores que colaboram para o desenvolvimento de um time sólido, maduro, profissional e engajado na organização.

Os funcionários se sentem valorizados e desenvolvidos, com a empresa reduzindo perdas, tempo e solidificando seus valores, tornando o grupo responsável pelos resultados e pela inovação.

  • Reconhecimento é a chave que fecha essa sequência de dicas. Muitos diriam que uma ótima remuneração é suficiente. Ledo engano. Quando avaliamos os fatores que impactam a ausência de produtividade ou um clima organizacional precário, o tema remuneração encontra-se entre o quinto e o décimo item de toda a lista de evidências.

 

Claro que é muito importante uma remuneração justa e coerente com o mercado. Mas as práticas de reconhecimento dos trabalhos e esforços são fatores muito mais percebidos que propriamente o dito salário.

Não confunda com bajulação ou puxa-saquismo. Reconhecimento é oferecer algo a mais pelo algo a mais que foi entregue. É o tempo que se ganhou, a perda que se evitou, o processo que funcionou, a inovação que se implantou, etc.

Por vezes a aproximação das lideranças, o almoço com os gestores, a confraternização das equipes, evidenciando esse trabalho cooperativo e seus principais colaboradores, pode fazer muita diferença no engajamento, afinal estamos num mercado onde o diferencial não está mais centrado nos processos e nos equipamentos, mas sobretudo nas pessoas envolvidas nessa relação.

O Instituto Evoluser preza pelo bem-estar de uma empresa como um ser vivo e dos colaboradores que estão inseridos em seus mecanismos. Nós oferecemos diversos serviços que ajudam na identificação e resolução de problemas, bem como na busca pelo autoconhecimento e otimização de resultados.

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